Amor não se conjuga!

01:13 Aprenttice 1 Comments



Guarde sua retórica para você. Sua arte insignificante de tentar me desvendar. Eu não preciso ser convencida de nada. Leve suas coisas. Lave suas mãos. Se despeça de todos e boa sorte quando estiver só em seu mundinho invisível e cheio de troféus. Foi assim que você conquistou os que te seguem. Aprendeu a dominar seus corações. Com cada palavra errada na hora certa e incontáveis promessas não cumpridas, não levadas a sério. No fundo, eles gostam de acreditar em quase tudo. Vêem o que querem ver. Falam o que querem escutar. Já não quero mais ser elo indestrutível, teu porto seguro. Contar seus passos falsos pelo caminho, curar suas feridas quando o mundo te der as costas. Não tenho o dom para ser expectadora, são raros os que merecem minha audiência. Anjos feridos fecham suas asas sempre que se sentem coagidos. Sua vida já não me interessa, não importa o que você faça. Agora eu tenho pressa... É tarde demais e tudo perdeu a graça. Eu vou... Preciso respirar, sentir o amargo e o doce gosto de vida. Esqueça-me ou pelo menos não me faça lembrar cada desejo oculto, de cada segredo guardado. O fim é um breve intervalo. Uma fuga, quando estamos cansados até mesmo de nós. O amor em sua pluralidade é único e está no infinito, apesar de ser particular. Não se deve querer compreendê-lo. Seu verbo é vasto, não existe em forma perfeita. Não foi feito para ser conjugado, basta apenas que seja sentido!


Texto de minha Amiga Letícia Lesak



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Andreza disse...
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